Notícia
Data: 03/07/2020

A importância da Fé na pandemia


Por: Anbeas
Teresina-PI

Fé e religiosidade diante das adversidades causadas pelo coronavírus

O medo da morte, de doença, de como vai ser o futuro, tem deixado muita gente com os nervos à flor da pele. Para aguentar tanta dificuldade, tanta incerteza, é preciso ser uma fortaleza. Mas onde encontrar essa tranquilidade? O caminho mais certo é o da espiritualidade. A fé está diretamente ligada à nossa forma de interpretar o mundo, de ver propósito na vida. Por meio da oração, até os questionamentos sobre a morte e as dificuldades do dia a dia suavizam. Tudo encontra sentido na religiosidade. “A oração é fundamental para alimentar a nossa fé e superarmos tudo aquilo que seja motivo de preocupação. Eu diria: tenha paciência. Tudo que vem, passa. Devemos esperar a vontade e a hora de Deus, que ela virá”, afirmou a Irmã Lúcia Bezerra, Superiora Provincial da Congregação das Irmãs dos Pobres de Santa Catarina de Sena.

irmaLuciaBezerra


É preciso fortalecer a crença em Deus. Esse pode ser o antídoto para atravessarmos esse momento tão desafiador. Pesquisas apontam que quanto maior a fé, menores são os níveis de depressão. Quem reza, é mais positivo, portanto, mais saudável.


Religiosidade além dos templos

 

De repente, os sinos pararam! Quem imaginou um dia ver as igrejas de portas fechadas? Sem missas? A voz dos padres, somente por meio da tecnologia. Ainda é estranho, apesar desses já 100 dias de pandemia. Mas não é por isso que a fé enfraquece. Pelo contrário. Ela está além dos templos, além das igrejas. Ela está dentro de cada um de nós, nos nossos corações. Podemos continuar rezando, assistindo às missas e praticando a caridade, enquanto não podemos nos aglomerar. “O cristão, aquele praticante, realmente sente falta. Porque o essencial da nossa vida é a Eucaristia, a comunhão com nosso Senhor. Nós participamos, através dos meios de comunicação, da Santa Missa e de outras celebrações, mas já que não é possível receber Nosso Senhor, há a possibilidade de fazermos a comunhão de desejo. Naquele momento em que será distribuída a Eucaristia, cada cristão, na sua casa, na interioridade do ser, deve receber Cristo através do desejo de estar unido a Ele”, concluiu Irmã Lúcia. 

Igreja

 

A Diretora-Presidente da Associação Norte Brasileira de Educação e Assistência Social, Irmã Amparo Machado também ressaltou que Deus nunca desampara. Que ele inspirou os homens a fazer da própria casa a igreja doméstica. "A igreja foi até cada casa, cada coração, através das tecnologias. Desde a Semana Santa, não estivemos só, o Senhor esteve conosco, nos ajudou a rezar, a contemplar, a nos colocarmos em atitude de adoração. Como disse a nossa bem-aventurada Savina Petrilli, é uma atitude humana adorar o Senhor. Ele está nos falando, e nesse processo de escuta, de profunda adoração, surge em nós a resposta, que vem através de uma oferta nossa, da própria doação. Rezar, rezar em casa, melhor dizendo, entrar na própria casa, no coração, esse é o encontro mais verdadeiro, mais profundo com o Senhor. E é o que o momento nos permite. Depois, com certeza, voltaremos aos nossos templos, receberemos os sacramentos. Essa entrada na casa interior é necessária para nos tornarmos mais conscientes espiritualmente, que nós não somos nada, que nós somos uma simples matéria, que o sopro divino nos dá vida. O Senhor está conosco. Rezar e fazer a caridade. Toda fé verdadeira nos leva a ajudar o outro. Com o passar do tempo, nós devemos fazê-la crescer com a graça de Deus. Ao ponto da nossa vida ser um ato de fé, que necessariamente nos liga ao irmão".

IrmaAmparo

 

Os pequenos gestos, que vão desde a doação de cesta básica à doação de tempo, com um telefonema a quem está precisando de auxílio, falam por si. A virtude do acolhimento deve ser exercida. Esse tem sido o maior exemplo da Rede Saviniana. "Como rezar e não ajudar ao próximo? Isso nós tivemos muitas oportunidades nesse momento, como religiosas e como mantenedoras de uma rede de educação e assistência. Foi assim que fizemos: mantivemos nossas casas de assistência, mesmo enfrentando os perigos e riscos, e desafios do momento. Não abandonamos nossos assistidos. Estivemos com eles. Com a graça de Deus. Contamos muito e agradecemos a ajuda de tantas pessoas boas que estiveram conosco, que estão conosco. Através de nossas escolas também estivemos sempre unidos, procurando levar também a palavra do Senhor, o reforço espiritual, a ajuda material a cada pessoa dentro de suas possibilidades e dentro da nossa possibilidade. Àqueles que faltaram tudo, muitas cestas básicas e bolsas sociais foram doadas. Tudo dentro das possibilidades. Porque realmente tudo não podemos fazer, não somos deuses. Mas o Senhor está. Aquela pequena oferta que nós fazemos, ele transforma, ele faz maravilhas", afirmou Irmã Amparo.

IrmaAmparo

 


 A diretora da ANBEAS ainda lembrou que após essa pandemia, seremos mais reflexivos. "Vamos sair dessa crise sanitária, política, e financeira com muitos aprendizados. Que o Senhor nos ajude a sairmos pessoas mais inteiras, com muitas condições e desejo de ajudar tantos outros. Mas isso só podemos fazer com Ele. Que o Senhor continue nos ajudando, nos fortalecendo, e dando muita força, muita coragem. Com Cristo, nós venceremos, sabendo que a vitória passa pela cruz, pelo sofrimento", ressaltou Irmã Amparo.

IrmaAmparo


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